Grifo


Grifo é uma criatura lendária com cabeça e asas de águia e corpo de leão. Fazia seu ninho perto de tesouros e punha ovos de ouro sobre ninhos também de ouro. Outros ovos são frequentemente descritos como sendo de ágata.
A figura do grifo aparentemente surgiu no Oriente Médio onde babilônios, assírios e persas representaram a criatura em pinturas e esculturas. Voltaire incluiu na sua novela, A Princesa da Babilónia, dois enormes grifos amigos de uma fénix, que transportaram a princesa na sua viagem. Na Grécia acreditava-se que viviam perto dos hiperbóreos e pertenciam a Zeus.
Os grifos são inimigos mortais dos basiliscos.
Como diversos animais fantásticos, incluindo centauros, sereias, fênix, entre outros, o Grifo simboliza um signo zodiacal, devido ao senso de justiça apurado, o fato de valorizar as artes e a inteligência, e o fato de dominar os céus e o ar, simboliza o signo de libra, a chamada balança.
Os grifos em geral cruzam com éguas. Desse cruzamento damos o nome de hipogrifo, mas tais cruzamentos são, de forma, raros.


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Basilisco



Em algumas descrições, o basilisco é uma serpente fantástica. Plínio, o Velho, o descreve como uma serpente com uma coroa dourada e, no macho, uma pluma vermelha ou negra. Durante a Idade Média era representado como tendo uma cabeça de galo ou, mais raramente, de homem. Para a heráldica, o basilisco é visto como um animal semelhante a um dragão com cabeça de galo; em outras descrições, porém, a criatura é descrita como um lagarto gigante (as vezes com muitas patas), mas a sua forma mais aceita é como uma grande cobra com uma coroa. O basilisco é capaz de matar com um simples olhar. Os únicos jeitos de matá-lo são fazendo-o ver seu próprio reflexo em um espelho, considerando-se que alguém chegue perto o bastante, ou com o canto do galo, que lhe é fatal. Dizem que ele nasce de um ovo de galinha chocado por uma rã.
Leonardo da Vinci escreveu que o basilisco é tão cruel que, quando não consegue matar animais com a sua visão venenosa, vira-se para as plantas e para as ervas aromáticas e, fixando o olhar nelas, seca-as. O poeta Percy Bysshe Shelley fez também a seguinte alusão ao olhar mortífero do basilisco na sua "Ôde a Nápoles": "(…)Se como o basilisco, que o inimigo mata por invisível ferimento."
O basilisco era, aliás muito frequentemente mencionado na literatura. Foi referido em obras de John Gay (The Beggar’s Opera, acto II, air XXV), na novela Clarissa de Samuel Richardson (The Novels of Samuel Richardson, vol. I, London, 1824, p 36) e nos poemas de Jonathan Swift (The Select Works of Jonathan Swift, Vol. IV, London, 1823, p. 27) e de Alexander Pope (Messiah, linhas 81-82). O português Antonio Feliciano de Castilho escreveu sobre uma moura que tinha um olhar que "só se inflama vendo passar por longe algum cristão, e nesses momentos dera ela todos os palácios de safiras, todas as musicas e aromas das sultanas de Córdova, por ter o olhar do basilisco"
No capítulo XVI do Zadig de Voltaire, o basilisco é descrito como um animal muito raro que só pode ser tocado por mulheres.
Os basiliscos são inimigos mortais dos grifos. O parente mais próximo do basilisco é a cocatrice.

Minotauro






Monstro com cabeça de touro e corpo de homem. Era o filho de Pasifaé, rainha de Creta, e um touro branco que Posêidon tinha enviando a seu marido, o rei Minos. Quando este se recusou a sacrificar a besta, Posêidon fez com que Pasifaé se apaixonasse pelo animal. Depois do nascimento do Minotauro, Minos mandou o arquiteto e inventor Dédalo construir um labirinto tão complexo que a fuga dele sem qualquer ajuda seria impossível. Ali o Minotauro foi confinado e era alimentado com as jovens vítimas humanas que Minos forçava Atenas a lhe enviar como atributo. O herói grego Teseu estava determinado a acabar com o sacrifício inútil e se ofereceu como uma das vítimas. Quando Teseu chegou à Creta, Ariadne, filha de Minos, se apaixonou por ele. A jovem ajudou-o a escapar do Minotauro, dando-lhe um novelo de lã cuja ponta ele amarrou à porta do labirinto e desenrolava à medida que caminhava através do labirinto. Quando encontrou o Minotauro adormecido, ele matou o monstro e então conduziu os outros jovens sãos e salvos para a saída, enrolando novamente a lã desfiada.

Cerberus




Na mitologia grega, Cérbero ou Cerberus (em grego, Κέρβερος – Kerberos = "demónio do poço") era um monstruoso cão de múltiplas cabeças e cobras ao redor do pescoço que guardava a entrada do Hades, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem.


Euristeu, sabendo que Héracles só ficaria mais um ano sob suas ordens, estava desesperado de medo e, para seu décimo segundo trabalho, ordenou-lhe que descesse ao reino de Hades e trouxesse de volta o cão tricéfalo, Cérbero, que guardava as portas do inferno. Isto, tinha certeza, estava acima de suas forças; e o próprio Héracles duvidava que jamais conseguisse realizar essa temerária e perigosa façanha. Ofertou grandes sacrifícios aos deuses, pedindo sua proteção; suas preces foram ouvidas. A deusa Atena, e Hermes, mensageiro dos deuses, apresentaram-se a ele, acompanhando-o até à sombria caverna, pelo túnel longo e escuro que levava às portas do Mundo Subterrâneo. Ao percebê-los, as três cabeças de Cérbero puseram-se a uivar de maneira horrível, o que chamou a atenção de Hades; mas ao ver um deus e uma deusa em companhia de Héracles, perguntou-lhes o que procuravam.

- Meu senhor Euristeu ordenou-me de levar à terra o cão tricéfalo Cérbero que guarda esta porta, disse Héracles, e é pela vontade de Zeus, senhor da terra e do céu, que eu lhe obedeço. Deixe-me levar seu cão de guarda para poder cumprir as ordens recebidas. Prometo-lhe que Cérbero nada sofrerá e lhe será restituído, são e salvo.

Hades fechou a carranca e respondeu:

- Se você for capaz de carregar Cérbero nos ombros, sem feri-lo, então poderá levá-lo ao seu senhor Euristeu; mas, prometa trazê-lo de volta, ileso.

Então Héracles aproximou-se de Cérbero e, apesar de suas três enormes bocarras guarnecidas de dentes afiados e cruéis, ergueu o animal aos ombros e subiu pelo caminho que levava da caverna tenebrosa à luz do dia. O caminho era longo, áspero e íngreme, e pesada a sua carga; as três cabeças rosnavam e mordiam, durante todo o trajeto, porém Héracles, concentrando-se no pensamento de próxima libertação, não lhes dava atenção. Afinal chegou a Micenas. Euristeu ficou tão apavorado quando soube que Héracles trazia nos ombros o terrível cão tricéfalo, que se escondeu debaixo da cuba de bronze, mandando-lhe uma mensagem na qual lhe ordenava que se afastasse de Micenas para todo o sempre. Então, de coração leve, dirigiu-se Héracles para a caverna. Desceu pelo longo túnel e depositou Cérbero às portas do Inferno.

Pégasus-Cavalo Alado

Na mitologia grega pégasos era um cavalo alado, que segundo o mito nascido do sangue da Medusa, após ser esta decapitada por Perseu. Atena domesticou o cavalo alado e ofereceu-o ao herói grego, o arqueiro mitológico Belerofonte, para que combatesse a Quimera. Belerofonte tentou usá-lo para aproximar-se do Olimpo, mas Zeus fez com que ele corcoveasse e derrubasse seu cavaleiro, que morreu. Transformado em constelação, o cavalo passou desde então ao serviço de rei do Olimpo. Com um de seus coices, fez nascer a fonte de Hipocrene, que se acreditava ser a fonte de inspiração dos poetas. Com o tempo suahistória tornou-se um dos temas preferidos da literatura e das artes plásticas gregas e sua figura destacou-se na literatura clássica com numerosas alusões às fontes de inspiração


Pégaso simboliza a velocidade e as tempestades. Um cavalo idêntico existia nas lendas medievais – o hipogrifo, símbolo do poder inato e da capacidade para transformar o mal no bem.



Cavalos-alados são equinos dotados de asas. Seres imaginários que habitam as lendas e mitos gregos e romanos. São vistos como animais de coração puro e de grande poder de destruição.

Eladrins





Os eladrin são do tamanho dos seres humanos. Eles são mais esguios e até o mais forte deles vai parecer   simplesmente atlético.e não musculoso. E eles possuem a mesma variedade de compleições que os humanos, embora a maioria tenha a pele clara e não escura. Seus cabelos lisos e finos costuma ser brancos, prateados ou dourados e claros e sua roupas são compridas e largas.Suas orelhas são longas e pontiagudas e os olhos são orbes peroladas e opalescentes de cor azul, violeta ou verde, sem pupilas. os eladrin não possuem pelos faciais e quase nenhum cabelo no corpo. As crianças eladrin crescem como as humanas, mas seu processo de envelhecimento se torna muito mais lento quando elas atingem a maturidade. eles conservam a junventude e o vigor durante a maior parte de suas vidas e não começam a sentir os efeitos do envelhecimento ate o meio de seu terceiro século. a maioria vive mais de 300 anos e mesmo no fim sobre poucas das enfermidades da velhice.


A sociedade eladrin coexiste nos limites entre a agrestia das fadas e o mundo natural. os eladrin constroem suas cidades e torres elegantes em lugares de esplendor natural, especialmente onde o véu entre os dois mundos é muito fino, vales montanhosos isolados, ilhas verdejantes ao longo dos litorais tempestuosos e nos recônditos mais profundos das florestas ancestrais. Alguns reinos eladrin normalmente existem apenas na agrestia das fadas, raramente tocando o mundo, enquanto outros surgem no mundo no crepúsculo de cada dia e retornam para a agrestia das fadas ao amanhecer.

Longevos e fortemente ligados à Agrestia, os eladrin possuem uma visão distante do mundo.Com freqüência, esse povo encontra dificuldades em acreditar que os eventos do mundo têm qualquer importância para eles, e elaboram cursos de ação que podem durar séculos.

esse distanciamento comum do mundo pode fazer os eladrin parecerem distantes e assustadores para as outras raças.Sua natureza feérica torna-os, ao mesmo tempo, atraentes e um pouco ameaçadores, entretanto, os eladrin guardam suas amizades e alianças nos seus corações e podem reagir com uma fúria devastadora quando seus amigos estão em perigo. Combinando intelecto, bravura e poder mágico, essa lealdade os transforma em aliados eficientes e respeitados.



Os eladrin vivem com base numa Filosofia estética comum na Agrestia das Fadas, personificada por Corellon, o deus da beleza e padroeiro das fadas, Eles buscam exibir graciosidade, técnica e conhecimento em todas as partes de suas vidas, desde a dança e a música até a esgrima e a magia. Suas cidades são lugares de beleza deslumbrante que se mesclam e se apropriam da natureza ao redor de forma elegante.

Os eladrin são os primos mais próximos dos elfos e ocasionalmente são   chamados de altos elfos ou elfos cinzentos. Eles preferem a agrestia das fadas e a magia areana mais do que os elfos, mas essas duas raças têm muita consideração uma pela outra. Eles partilham um ódio fervoroso lpelo terceiro ramo da raça, os Drows também conhecidos como Elfos Negros

Os eladrin mais poderosos da Agrestia, chamados de eladrin nobres, ficam tão repletos com a magia inerente do seu reino que se transformam em criaturas totalmente distintas, esses eladrin nobres assumem as características das estações do ano e de outros fenômenos naturais.



 
Caracteristicas de Eladrin: Estético, ponderado, distante, Livre, gracioso, mágico, sobrenatural, paciente, preceptivo.





Nomes Masculinos: Alanian, Aramil, Arannis Berrian, Dayereth, Erevan, Galinndan, Hadarai, Immeral, Mindartis,Paelias, Quarion, Riardon, Soveliss.
   










Nomes Femininos: Althaca, Anastrianna, Andraste, Bethynna, Caelynna, Jelenneth, Leshanna, Meriele,   Naivara, Quelenna, Sariel, Shanairra, Taliel, Theirastra, valenac.

Drows/Elfos Negros



Os drows são originalmente fadas (ou em algumas versões "espíritos") provenientes do folclore escocês que habitam o subsolo, ao contrário de muitas outras criaturas mágicas, e costumam levar uma vida noturna. Suas maiores características físicas são a pele negra como uma obsidiana e os cabelos brancos ou pratas, também possuem olhos vermelhos na escuridão, que acabam variando para o verde em condições normais de luz; são esses elementos que os distinguem dos elfos, já que ambos são altos, magros e possuem uma beleza irracional. Normalmente os elfos noturnos, ou drows, são retratados nas lendas como criaturas perigosas, com típicas atitudes maliciosas e muitas vezes caóticas. Extremamente inteligentes, carismáticos e habilidosos, os elfos noturnos também dividem a fragilidade dos elfos, sendo as fêmeas sempre maiores e mais fortes que os machos. São portadores também de uma enorme afinidade com a magia, que infelizmente se torna deficiente quando os drows são expostos à luz do Sol.

A palavra drow é tida como uma forma alternativa para o termotrow, que por sua vez é um cognato do troll. É possível então interpretá-lo como uma criatura soturna, muito semelhante ao troll, porém existe ainda a origem nórdica e germânica, caso interpretarmos os drows simplesmente como elfos negros.

Os elfos negros (denominados como Dökkálfar ou Svartálfar no antigo nórdico) possuem os mesmos costumes que os drows da cultura escocesa, entretanto são conhecidos principalmente como o oposto dos elfos da luz (denominados como Ljósálfar). Habitam o mundo subterrâneo de Svartálfaheim, uma área subterrânea abaixo da mítica Midgard! Os elfos negros até possuem algumas semelhanças com os anões, como o cultivo de vermes retirados da carne de Ymir, o fato de se petrificarem quando expostos ao Sol e ainda a aparência semelhante a dos humanos; alguns historiadores afirmam que em certos momentos é até impossível distingui-los, não existindo um argumento claro para isso. Na cultura germânica a palavra "pesadelo" foi designada como albtraum (ou "elfo-sonho"), pois há a crença de que quando você está tendo um pesadelo, é porque algum elfo negro sentou-se em seu tórax e começou a sussurrar palavras em seus ouvidos! Curiosamente na Escandinávia a criatura com essa mesma função se chama Mara.

Hoje em dia é fácil encontrar a figura do drow na cultura da ficção fantástica e científica (Terra Média, Everquest, Record of Lodoss War e Warhammer). Como eu mesmo mencionei, eles são importantes personagens dentro do mundo de Dungeons & Dragons, onde foram adaptados e acabaram por ganhar uma nova roupagem, com direito a visões políticas, relacionamentos com o mundo exterior e até posições dualistas dentro de sua sociedade. É lógico que muito se perdeu em comparação com o original da cultura escocesa ou nórdica, mas é sempre interessante estudar o fenômeno pelo qual diversas mitologias passam ao se adaptarem ao nosso tempo. Espero que tenham gostado, até a próxima.