Contos - Elfos Negros - Encontro Amargo


Um conto sobre os elfos negros do mundo de Tormenta. Mais sobre esse mundo em www.jamborpg.com.br/tormenta


Encontro Amargo

A floresta escura estava silenciosa. Os animais haviam a abandonado, assustados com o grito de ódio. Os pássaros voaram de seus ninhos deixando ovos e filhotes, temendo tanto por suas vidas que não se preocuparam com as crias. Coelhos e raposas correram juntos para se salvarem daquele grito terrível que não conseguiam reconhecer, que era tão afastado de sua natureza. Traçando um círculo a partir de onde os animais começaram a parar sua fuga, sabia-se que o centro seria o lugar onde um elfo, de espada na mão coberta de sangue e cabelos esverdeados tapando o rosto, estava ajoelhado.
Enfiava uma adaga na terra e gritava vários nomes de heróis e deuses antigos de seu povo. Passou por vários, entidades esquecidas ou divindades menores que já haviam caído perante outros poderes. Só por um deles ele não clamava, sua Mãe e Senhora, a Dama que criara sua raça.
Ao lado dele, quatro corpos estavam caídos. Eram todos seus amigos que haviam se juntado a ele nessa empreitada. Todos o seguiram tentando convencê-lo a parar com aquela idéia. Aqueles a quem procurava não eram nada mais do que uma lenda. Outros diziam que era a escória de uma raça amargurada. Esses faleceram um a um sob sua espada por desafiarem sua obsessão.



Ainion das Antigas Noites de Bruma, elfo guerreiro, capitão de infantaria, passara os últimos anos lutando para que sua alma não morresse. Ele a sentiu definhando pouco a pouco, falecendo ainda que seu corpo longevo se mantivesse firme, levantando espada para arrancar sangue de monstros em toda espécie de aventuras.

Enchera-se de tesouros. Tinha anéis mágicos nos dedos, uma armadura que impedia que qualquer flecha o acertasse, um colar que o protegia contra o fogo, uma espada que cortava o aço, tanto dinheiro que comprara seu próprio grupo de mercenários, com o qual adquirira ainda mais riquezas. Nada disso servira para preencher sua alma.

Foi com admiração que percebeu o prazer ao cortar a carne daqueles humanos caídos a seu lado, seus antigos amigos de aventura que resolveram acompanhá-lo naquela empreitada. Aquilo só o fez perceber que estivera certo em ir até ali. O descanso de sua alma élfica estava naquela floresta.



- Querda sleerien farsh – disse. “Que a morte seja breve e eterna”, falava em um ditado para a alma élfica.



- Canh triani lus malari – completou alguém, que agora colocava a mão em seu ombro. “Para que nenhum deus nos culpe de falta nobreza”, dizia o restante do ditado.



Ainion fincou de vez a faca no chão e olhou para as duas figuras silenciosas que estava atrás dele. Um era Alyan nih Narceliene, outro elfo guerreiro que ele conhecia desde os tempos do império, antes da queda que destruíra a alma de Ainion. A elfa que o seguia era a sacerdotisa Marwen nih Sarntir, serva da deusa cujo nome Ainion não pronunciava.



- Você matou amigos, Ainion – disse Alyan, agachando-se ao lado do amigo.



Lágrimas desceram pelo rosto do líder mercenário.



- Eles não acreditavam.



- Nem precisavam. Vieram para salvá-lo dessa crença maldita.



- Vocês só estão vivos porque acreditam que é verdade.



- Acreditamos e tememos – disse Alyan, olhando em volta.



- Não tememos... Desprezamos – corrigiu Marwen.

Alyan ajudou o amigo a se levantar. Olhou para a face triste. As lágrimas escorriam pela cicatriz na bochecha esquerda. Entregou-lhe uma fita marrom bordada com frases de glória.



- Não tenho mais orgulho – disse Ainion.



- Creia e você terá – falou Marwen, adiantando-se. Tomou cuidado para não pisar no sangue dos humanos.



- Um elfo perece sem seu orgulho e sua morte não se torna breve nem eterna – falou Ainion, recitando os ensinamentos religiosos pelos quais 
passara na infância.



- O orgulho vem da deusa, não de você, pois o seu sangue vem do ventre dela. Seu espírito vem da benção dela. Venha, eu vou purificá-lo – disse ela, colocando as mãos sobre o peito dele.



- Não estou arrependido de tê-los matado. Não posso ser purificado.



Marwen passou por ele, retirando a fita bordada de suas mãos. Prendeu os cabelos do guerreiro após retirar algumas folhas secas. Notou um pouco de sangue coagulado, mas cuidaria daquilo depois.

Alyan segurou a mão do amigo.



- Não há nada nessa mata, meu caro. Nada...



- Há sim. Aqui há algo que não descansa, cuja morte não foi breve e nem eterna. Eu posso sentir.



- Não há – insistiu Alyan.



- Há sim e eles observam junto ao sofrimento dessa alma ignóbil.



Marwen se colocou diante dele mais uma vez. Deu-lhe um beijo na bochecha e sentiu a lágrima quente que escorria.



- Você está apenas desnorteado, Ainion. Pense consigo mesmo e em breve a doçura de sua alma o levará ao arrependimento. Você sentirá misericórdia dessas criaturas, mesmo elas sendo inferiores.



Ainion baixou a cabeça. Marwen estava para levantá-la quando a temperatura na floresta caiu repentinamente. Alguma coisa gritou com uma voz estridente.



- Misericórdia é tudo o que eu quero!



Era um grito doloroso que feriu os corações dos elfos. Era como vidro sendo arranhado. Sacaram suas espadas longas e olharam em volta. Só viram uma escuridão densa que foi se afinando aos poucos, até formar o vestido glamoroso de uma criatura que se sentava em um galho. A saia dela descia pelo tronco. Tinha a face pálida e triste, as orelhas pontudas de um elfo e o olhar desesperado de alguém que encontrou a morte e não sabe como reagir. Não sabe que deve seguir adiante.



- Ela existe! A banshee está aqui! – gritou Ainion, olhando em volta, procurando por “eles”.



- Criatura patética! – gritou Marwen, adiantando-se. – Que Nossa Mãe Gloriosa lhe dê paz por seus pecados e a arraste para o domínio em que será purificada.



A criatura riu amargurada e saltou da árvore, voando na direção deles. Marwen continuou imóvel, levantando um símbolo sagrado. A banshee passou por ela. Ainion e Alyef saltaram, escapando de garras fantasmagóricas. Marwen virou-se para procurar a criatura. Ela sumira.



- Venha receber sua purificação!



- Não! – respondeu a voz agonizante.



- Ela quer ou não quer ser salva? – perguntou Alyef.



- A dor dela impede que aceite. Ela só consegue pedir o que ninguém pode dar. Se eu a ofereço a salvação, ela nega e passa a me odiar – respondeu Marwen.



As garras da criatura seguraram o pé de Alyef de repente. Agora ela vinha do solo. Subiu como um raio levando o elfo. Marwen orou com fervor e um raio atingiu a banshee. Ela soltou o elfo, que caiu e se levantou rapidamente com a mão no ombro.



Ainion procurava o fantasma élfico. Estava com a espada meramente em posição de defesa. A banshee agora voava no alto esfregando o rosto e gritando.



- Ela vai gritar – disse Marwen, orando.



A criatura abriu a boca de um modo que um mortal não conseguiria. Saiu de dentro dela um ar de outro mundo, repleto de dor e morte, carregando o som da angústia. Os elfos sentiram aquele brado de morte como espadas atravessando seus espíritos e os fazendo se lembrar de suas dores. Marwen se manteve de pé protegida por sua deusa. Alyef caiu de joelhos lívido, enquanto Ainion chorou, apenas chorou.



Então a banshee desceu com as garras apontando para o pescoço de Marwen. Ela preparou a espada para golpear, mas Ainion foi mais rápido. Saltou e interceptou o fantasma. Sua lâmina mágica, que cortava aço, atravessou a inimiga com um brilho que separou as trevas que compunham aquele ser. A banshee deu seu último gemido e desapareceu. As trevas do mundo retomaram sua essência assim como a terra exige de volta a carne de um mortal.



Ainion ficou parado olhando em volta. Marwen abaixou-se para ver Alyef e rezou para a deusa para que ele melhorasse.



- Ele não está bem. Minha magia pode ajudá-lo, mas o espírito dele está enfraquecido.



- Se o espírito de um elfo se enfraquece, só seu sangue pode fortalecê-lo – disse outra voz que vinha das trevas como a da banshee, só que essa tinha o vigor dos vivos e a vontade férrea dos imortais.



Um elfo surgiu da escuridão da noite. Usava um manto que cobria todo o corpo. Portava uma tiara dourada com uma pedra negra no centro. Seus cabelos eram escuros como as entranhas de um demônio e os olhos eram o espelho negro do ódio.



- Shimay! – gritou Marwen, mal acreditando no que via. Era a primeira vez que estava diante de um. Era a primeira vez que realmente levava a sério aquela lenda maldita.



Ainion olhou para o recém-chegado com a primeira fagulha de esperança que já tivera em quase duas décadas. Andou até ele, fincou sua espada no chão e se ajoelhou.



- Salve-me, pois eu não tenho mais orgulho do meu sangue, nem me lembro mais de minha linhagem.



- Afaste-se dele, Ainion! – gritou Marwen, se adiantando com a espada na mão.



- Só tenho palavras como armas, sacerdotisa moribunda – disse o elfo negro, andando até ficar ao alcance da espada dela e com a oportunidade de tocar Ainion. Encostou um dedo nele e então recitou toda a linhagem, dos seus pais, aos pais dos seus pais e a seus antepassados que haviam pisado em seu continente.



Ainion sorriu e chorou.



- Me dê a glória deles – disse.



- Não posso lhe dar o que você já carrega. Está no seu sangue – disse o elfo negro.



- Não! Está no seu espírito. A Deusa lhe deu e está junto dele!



- A Moribunda não dá nada há muito tempo, mas nos faz acreditar que o que é inerentemente nosso é presente dela – falou o elfo negro, paciente.



Marwen queria atacá-lo, porém sentiu que fazê-lo seria o mesmo que dar crédito para as ações de Ainion. Seria mais combustível para o que o shimay dizia.



- Fortaleça minha alma – pediu Ainion. – Eu perdi família, perdi um império. Um elfo não é nada sem o orgulho de seus parentes ou o que seus antepassados construíram. Minha alma se torna mais bárbara, mais... humana... a cada dia que passa... Parece que tudo vai mudar de um dia para o outro... dia após dia.



- O mundo muda, mas os elfos ficam, Ainion – disse Marwen. – O mundo muda, mas nossa graça se mantém aqui ou junto à deusa, pois tudo aqui acaba, mas o reino dela é eterno.



- Nossas vidas acabam, sacerdotisa moribunda. Nossa cultura e glória continuam. Esse é o propósito. Ou isso, ou seria melhor todos vocês passarem para junto dela logo.

Segurou a face de Ainion.



- Quer vir comigo?



Ele chorou e disse que sim. O elfo negro se ajoelhou diante dele e o abraçou. Marwen quis matar os dois, porém não podia atacar. Não deu atenção para o elfo negro, mas apenas para a alma de Ainion que era seu único propósito ali.



- Você nunca mais se ajoelhará a não ser para abraçar outro elfo que estará de joelhos para você também. O que tem a fazer agora, é ter o sangue de um dos Venesse... que os fracassados sucumbam – falou ele. Retirou uma adaga de dentro do manto e enfiou-a no coração de Ainion. Levantou-se e se afastou. – Cada um sabe em seu coração o que deve ser feito. Que a agonia escorra com seu sangue.



- Vai me matar também, elfo negro? Quer a batalha derradeira? – gritou Marwen.



Ela se adiantou com a espada na mão. Apontou-a para o elfo negro.



- Você matou quantos de nós?



- Vários. O primeiro foi aqui, quando minhas mãos ainda tremiam e eu não era mais do que um agricultor sem terras para arar e que chorava por perder tudo o que tinha. Foi quando minhas cicatrizes ainda ardiam e um pedaço de metal que os goblinóides enfiaram em mim ainda ardia dentro de minha barriga. Eu matei minha senhora ali. Eu a servia carregando suas coisas com essas mãos feitas para arar a terra. Quando ela chorava para a Deusa e percebi que eu precisava mais do abraço daqueles que sofriam comigo dessa divindade – contou o elfo negro, olhando distraído para onde estavam os corpos dos humanos.



Marwen ouviu um murmúrio repentino. Olhou para trás para ver Ainion diante de Alyef. O guerreiro estava com a faca que deixara fincada anteriormente no chão. Sangue escorria de seu peito quando ele enfiou a lâmina no coração do elfo ajoelhado.



- Um coração destruído para a salvação de uma fagulha de esperança – disse Ainion.



Alyef segurou a mão do amigo, sentido o próprio sangue brotar. Viu o ferimento no corpo de Ainion se fechando. Seus cabelos começaram a escurecer, assim como seus olhos. Arrancou a faca e andou até ficar ao lado do elfo negro.



Marwen olhava estarrecida. Correu até Alyef para invocar sua deusa e pedir a cura do colega.



- Não há magia que possa curá-lo. Sugiro que vá embora elfa.



Ela viu que não conseguia fechar a ferida, por mais que rezasse. Ergueu-se furiosa, com a espada nas mãos.



- Não vai querer me matar?



O elfo negro sorriu.



- Não. Se Ainion quiser, ele pode fazê-lo, mas nós só matamos vocês quando precisamos nos aliviar ou quando já estão perdidos. Vpa embora elfa, antes que seu amigo desperte...



- O quê?



Ela ouviu os gemidos. Ouviu o vento mórbido que passava pelo corpo de Alyef e sentiu a raiva dele ao ter falhado com Ainion, a raiva por não ter sobrivido ao tentar provar o erro do amigo. Havia angústia demais embaixo da fé daquele elfo. E todo aquele fracasso havia acabado de tocar sua alma quando seu amigo finalmente se rendeu a escuridão e passou para aquele lado extinguindo a luz no coração de Alyef.



- Banshee... – disse ela chorando.



O elfo negro e Ainion deram-lhe as costas e andaram para as trevas.



- Eu voltarei para caçá-lo, elfo negro.



- Espero que sim, sacerdotisa moribunda.



- Eu sei qual sua tática e como seu ritual funciona.



- Não saberá mais – disse ele, desaparecendo nas trevas. E ela não soube mais assim que deu o primeiro passo rumo a sua vingança.
Shaftiel
Publicado no Recanto das Letras em 08/01/2007

Gnomos em RPGs

Os gnomos são espíritos de pequena estatura amplamente conhecidos e descritos entre os seres elementais da terra. A origem das lendas dos gnomos terá muito provavelmente sido no oriente e influenciado de forma decisiva a cultura antiga da Escandinávia.
Com a evolução dos contos, o gnomo tornou-se na imaginação popular um anão, senão um ser muito pequeno com poucos centímetros de altura. É comum serem representados como seres mágicos não só protectores da natureza e dos seus segredos como dos jardins, aparecendo como ornamento. Usam barretes vermelhos e barbas brancas, trajando por vezes túnicas azuis ou de cores suaves. Na mitologia nórdica, os gnomos confundem-se com a tradição dos anões, pelo que não é invulgar associa-los a seres que habitam as cavernas ou grutas escuras e não suportam a luz do sol. No conceito geral, têm a capacidade de penetrar em todos os poros de terra e até de se introduzirem nas raízes das montanhas, explorando os mais ricos minérios ocultos e trabalhando-os com intenso e delicado labor. Como são difíceis de ver, simbolizam o ser invisível que através do inconsciente ou da imaginação e visão onírica tornam visíveis os objectos e materiais desejados pela cobiça humana. São os guardiões de tesouros íntimos da humanidade. Por vezes um gnomo capturado pode conceder desejos a um humano que o capture, mas a maioria das vezes o desejo realizado pode acabar por se tornar uma maldição. Tal atitude deve-se ao facto que um gnomo castiga com ardis o ser que odeia e, por isso, na imaginação popular da cultura europeia mediterrânea o gnomo é feio, disforme e malicioso.

Gnoms.
As formas demoníacas: a forma mais conhecida pelos continentes ocidentais é a forma humanoide deformada, com cores cinzas e negras. Dizem as lendas que é um ótimo lutador e faz estragos que podem até matar.

As formas amigáveis: é a forma conhecida também por duende, ele é famoso por se amigo de Papai Noel em sua fábrica de brinquedos. Amigável, usa touquinhas, tem a forma humanóide pequena, do tamanho de um menino de seis anos.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gnomo

Mitos e Contos Elfos

Os ELFOS
Eles são os filhos de Gaia, a mãe natureza, os sidhes (que se pronuncia shee,”chi”) ou o povo das colinas como são chamados e é o nome gaélico para os elfos na Irlanda e nas terras altas da Escócia. Eles vivem preferencialmente de baixo de terra e para se conseguir ver as suas casas diz-se que tem de se caminhar nove vezes à volta de uma colina numa noite de lua cheia e é então que as suas portas se abrem.
Os elfos são o complemento masculino das fadas, mensageiros entre este e o outro mundo e tal como as fadas, os elfos desempenham o seu seu papel no equilíbrio da natureza, dançando e tocando instrumentos de corda, enquanto cuidam das plantas e tratam sobretudo da sua fotossíntese, pois são eles quem lidam com o sol. Ás vezes pequenas criaturas todas vestidas de verde e outras, são do tamanho de homens é nos Celtas, cultura nórdica e Gália antiga, onde os elfos são mais representados, eles são, originalmente espíritos da fertilidade e só mais tarde se tornaram seres sobrenaturais, moldados como humanos, mas permanecendo com as suas características feéricas, fossem eles muito belos (elfos da luz) ou extremamente feios (elfos negros). Eles eram adorados nas árvores, montanhas e toda a natureza e esta crença em elfos ou seres sobrenaturais é universal, pois não existe qualquer raça que nos seus tempos primitivos, numa ou outra altura, não acreditasse em seres invisíveis e fantásticos.
É em especial nas ilhas britânicas que a crença é mais profunda e nas histórias dos séculos oitavo e nono, existem muitas referências a elfos e fadas, o rei dos elfos, Oberon, e a sua esposa, Titânia, aparecem em obras muito importantes da literatura medieval, tais como “Huon” de Bordeaux e “Sonho de uma noite de Verão” de Shakespeare.
As histórias de elfos são várias, o poeta inglês William Blake afirmou ter visto certo dia uma procissão de elfos pelo seu jardim, carregavam o corpo sem vida de um deles sobre uma pétala de rosa, colocaram-no depois na terra e cantaram durante a cerimónia e depois desapareceram.
Existem muitas outras historias e lendas, conta-se também como duas crianças foram uma vez descobertas num bosque, um rapaz e uma rapariga com a pele de cor verde pálida, assustados e sem compreender nada do que lhes era dito recusaram-se a comer até que se lhes apresentou um prato de feijão branco, aí eles comeram, sôfregos, e com o tempo eles habituaram-se à comida dos mortais mas o rapaz foi definhando aos poucos até que um dia morreu, a rapariga essa, sobreviveu aprendeu a língua dos homens e a sua tez perdeu a cor verde original e aí ela contou em como viviam num mundo subterrâneo em crepúsculo sem saberem o que era o dia e a noite e certo altura entraram num túnel guiados pelo som distante de um sino, quando chegaram ao exterior, ao ar livre em pleno meio-dia, a luz do sol deixou-os de tal forma assustados que caíram para o chão a gritar de pavor…
As aparições de elfos e silfos na idade média foram tão grandes que o rei Carlos Magno e outros depois lhe seguiram, criou uma lei contra os elfos, fadas e outras manifestações, pois o povo vivia quase obcecado e tudo aquilo que lhes era desconhecido era atribuído aos seres feéricos.
Mas há aqueles que preferem deixar os elfos viver nos mundos fantásticos como é o da Terra Média, os elfos de J.R.R. Tolkien e estes são os mais comuns que deram depois origem a uma grande variedade de elfos em outras literaturas de fantasia e mesmo jogos de tabuleiro como é o caso do famoso "Dungeons and Dragons", ou o jogo de PC "Warcraft". Tolkien inspirou-se nas lendas arturianas e Celtas, da antiga Inglaterra e criou os elfos da Terra Média, filhos de Iluvatar… (Galadriel, Legolas, Arwen, ...) A raça mais justa, mais sábia, mais ponderada. Imortais e sem idade, os elfos são as mais belas criaturas que se passearam pela terra, constantemente envoltas em luz.

Mas será que estes seres mágicos existem mesmo? Eles vivem na literatura de ficção mas já foram reportados inúmeros encontros, mas a maioria destes encontros são apenas testemunhos oculares...
Em 1932 uma múmia com perto de meio metro foi encontrada por mineiros que procuravam ouro no estado do Wyoming nos Estados Unidos, este pequeno ser tinha as pernas cruzadas e os braços no peito, um nariz espalmado e uma pequena testa.
Foi analisada por raio-x e investigada, o departamento de antropologia certificou que a múmia na altura da morte deveria ter perto de 65 anos e era portanto genuína. Havendo no entanto alguns cépticos claro, que especularam o que poderia ser alguma criança com uma doença congénita que provoca parecenças de um adulto com pequenas proporções, mas infelizmente, ao fim de alguns anos o corpo acabou por desaparecer devido aos diversos "empréstimos" entre investigadores.
Mas o que é interessante é que os nativos daquela região tem lendas no seu folclore sobre pequenas pessoas, o que nos faz pensar nem que seja apenas um pouco.
E assim, tal como dizem algumas crenças locais nos diversos lugares do mundo, com o passar dos séculos os elfos e os homens distanciaram-se evoluindo em universos separados e paralelos e em que se encontram ocasionalmente, mas diz-se que um dia os elfos irão sair dos seus esconderijos e formarão uma nova aliança com os homens...

Fonte "http://elfocinzento.no.sapo.pt/criaturas.htm"

Os Elfos (por Bruce Cordell)

Escrito por Bruce Cordell Traduzido por Douglas Ricardo Guimarães

Milhares de cantos de pássaros ressoam através das profundezas frias da floresta primordial. Esses bosques antigos, intocados e primários nunca sentiram a ferroada metálica do machado ou o calor anti-natural de um fogo mais intenso que seria capaz de incinerar mais do que os detritos e a vegetação rasteira. Pilares vivos, envoltos em cascas, sustentam camadas e camadas de copas sobrepostas contra o firmamento, filtrando a luz solar por meio de mais tonalidades de esmeraldas e dourados do que é possível descrever ou imaginar.

Os segredos das florestas antigas e profundas são guardados com esmero, e raros indivíduos conhecem todas as coisas selvagens que caminham entre os troncos obscurecidos. Cervos prateados, lebres sábias, unicórnios, borboletas do tamanho de falcões e corujas silvestres que sobreviveram a uma centena de invernos (ou mais) se abrigam nas cavidades protetoras de um pinheiro ancestral.

A maioria dos elfos é composta de habitantes das florestas, livres e selvagens, protegendo suas terras por meio da furtividade e de disparos de flechas mortíferas a partir dos galhos mais altos. Embora fossem fadas em sua origem, os elfos viveram durante tanto tempo neste mundo que se tornaram praticamente acostumados às suas dificuldades. Enrijecidos pela selvageria indomável da natureza, aprimorados pelas terríveis lições que os orcs, humanos e outras criaturas do mundo não cansam de ensinar, os elfos seguiram um caminho diferente de seus primos, os eladrin. Eles confiam em sua intuição obtida a duras penas, e nos seus sentidos relacionados à ponta de uma flecha em vez de se basear na razão, no intelecto e no debate aos quais os eladrin se acostumaram. Entretanto, semelhante aos eladrin, eles cultivam o mesmo ódio por seus parentes distantes, os drow.

Os elfos são criaturas de sentimentos profundos, mas paixões efêmeras. Eles se comovem facilmente e gargalham com deleite, se enfurecem cegamente ou pranteiam com pesar. Os elfos possuem uma conexão intensa e intuitiva com o mundo natural que habitam e com freqüência percebem coisas muito além da perícia ou da aptidão das demais raças. Eles são mais propensos a apresentar um comportamento impulsivo em detrimento de extensas ponderações, embora sempre dirão que preferem agir no calor do momento.

Os elfos, também chamados de elfos das florestas, elfos selvagens ou elfos silvestres, 
normalmente se reúnem em tribos ou bandos compostos de três ou mais famílias. Essas tribos não se importam tanto com seus relacionamentos e linhagens, mas valorizam o conhecimento das florestas e a habilidade dos caçadores e quase sempre escolhem o membro mais sábio e perceptivo da tribo como líder. Em comunidades muitos grandes, esse “chefe elfo” será chamado de “rei élfico” ou “rainha élfica”. No entanto, na maior parte das tribos, mesmo o integrante de menor escalão não se sentirá intimidado em falar abertamente sobre suas idéias com outro elfo, a despeito do posto do interlocutor, até mesmo e incluindo o próprio líder da tribo.

A maioria dos elfos venera o mundo natural, mas ama as florestas acima de tudo. Eles nunca derrubam árvores vivas e, quando constroem vilarejos permanentes, o fazem cultivando ou entremeando cautelosamente os caramanchões, as casas nas árvores e as passarelas entre os galhos. Os elfos preferem a magia do mundo natural à magia arcana, e são mais inclinados à adoração de Corellon, o deus das fadas, em conjunto com Obad-Hai, o deus do mundo selvagem. Ao mesmo tempo criaturas espirituais e práticas, os elfos personificam os aspectos mais serenos e mais violentos do mundo natural.



Sobre o Autor
Bruce Cordell 
é um designer de D&D, mas durante seus doze anos na indústria de jogos, ele já trabalhou com miniaturas, jogos de tabuleiro, card games colecionáveis, sistemas d20 e muito mais. Bruce possui seu nome relacionado a mais de sessenta títulos, incluindo Expanded Psionics Handbook, Libris Mortis e Expedition to Castle Ravenloft. Seus trabalhos também incluem três romances publicados de Forgotten Realms (Lady of Poison, Darkvision, e Stardeep), e há mais ainda por vir.


( Texto originalmente publicado em: http://www.devir.com.br/rpg/dnd_d3_008.php )

Post Original "http://www.rpgonline.com.br/noticias.asp?id=611"

Elfos em RPGs


Elfos em jogos de RPG são pessoas de uma raça mística com aparência humanóide geralmente belos(as) e loiros. São menos fortes, porém mais rápidos e habilidosos que os humanos.
São seres mágicos, ligados à natureza, o que os diferencia de Magos e Feiticeiros, que advém do estudo das artes arcanas por outras raças.
São excelentes arqueiros e possuem natural aptidão para as magias da Natureza (típica dos Druidas). Têm longevidade e excelente prontidão (5 sentidos aguçados). Entre eles e os Anões há uma inicial indisposição. A reação entre eles sempre deve começar negativa.
Tipos principais:
Elfos da Montanha (distantes da sociedade, possuem reação negativa a qualquer um que não seja elfo. Possuem maior resistência que outros elfos)
Elfos da Floresta (foram os primeiros a manterem contatos com outras raças. Possuem ascendência sobre outras tipos de elfos pelo seu poder mágico e seu maior conhecimento.)
Elfos Escuros (- ou elfos negros. Vagueiam em pântanos, charcos e nas regiões mais úmidas e fechadas das Florestas. São hostis a outras raças e têm reação negativa com todos, inclusive outros elfos.)
Tipos secundários:
Elfos Noturnos: estes elfos têm geralmente a pele que varia do roxo ao violeta. São inteligentes e pela característica da raça tem mais vantagem na noite.
Altos Elfos: são uma "sub-espécie" dos elfos da noite. Este tipo de elfo é o que está mais próximo de ser humano na aparencia.

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